sexta-feira, 6 de abril de 2018

Luiz Leme é o novo presidente do Comitê Araranguá


Luiz Leme, até então vice, passa a ocupar o cargo deixado pelo seu antecessor, Sérgio Marini.

Em eleição durante a Assembleia Geral na tarde dessa quinta-feira, 5, foram definidos os membros de Diretoria Executiva do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba para os próximos dois anos. Com isso, o diretor da Fundação do Meio Ambiente de Araranguá (FAMA), Luiz Leme, passa a ocupar o cargo de presidente, tendo como vice Sérgio Marini e, como secretária, a professora Yasmine de Moura da Cunha.
Até então, nos últimos dois anos, Leme era vice enquanto Marini presidia o Comitê. Já a professora Yasmine permanece como secretária executiva. Portanto, de acordo com o novo presidente, o trabalho segue sendo realizado em parceria, na mesma linha do que já vinha sendo colocado em prática na gestão anterior. “Invertemos as posições, mas permanecemos atuando em conjunto. Nosso objetivo principal é sempre resolver os problemas relacionados ao uso da água na região e avançar nas metas do Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, colocando em prática as propostas e ações já elencadas como necessárias para a preservação desse bem tão precioso que é a água”, completa.
Portanto, Leme ainda reforça que essa atuação será baseada, sempre, em ouvir os demais membros da Comissão Consultiva e conselheiros do Comitê Araranguá. “Nunca vamos tomar uma decisão que não seja acordada nas reuniões. Até porque temos força de vontade para seguir batalhando e sabemos que não estaremos sozinhos, e sim com profissionais que sempre esperam dar a sua respectiva contribuição”, argumenta.

Dever cumprido e mais trabalho pela frente

O agora vice-presidente também ressalta que o fato de ter saído da presidência não irá interferir na forma como vem contribuindo no Comitê. “O trabalho continua, porque não podemos deixar essa bandeira pela preservação das águas perder força”, afirma.
Em relação aos últimos dois anos, em que esteve à frente da Diretoria Executiva do grupo, Marini destaca como conquistas importantes a mediação de seis conflitos pelo uso da água na área de abrangência da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, a contribuição na construção do Plano Estadual de Recursos Hídricos, a integração ao Comitê dos afluentes catarinenses do Rio Mampituba e o apoio aos diversos programas de preservação e recuperação do meio ambiente.
“Como no caso do projeto Ingabiroba, de recuperação de rios e matas ciliares, que ajudamos a levar para seis municípios da região e já temos novos plantios definidos para 2018. Com a ação, conseguimos promover melhorias em Nova Veneza, Forquilhinha, Criciúma, Morro Grande, Meleiro e Jacinto Machado”, reforça.
Além disso, outro ponto de destaque foi a implantação que está em andamento, no Sul catarinense, do projeto piloto de outorga da água para os rizicultores. “Inclusive, esse projeto piloto foi prorrogado até dezembro pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável. É, com certeza, um avanço para toda Santa Catarina”, finaliza Marini.

Comissão Consultiva também eleita

Juntamente com a Diretoria Executiva, foram eleitos também os membros da Comissão Consultiva, sendo representantes dos usuários de água, da sociedade civil e do governo.

  • Usuários de Água: Antônio Adílio da Silveira (Casan); Everson Casagrande (Samae); e Adão Manoel Fabris (Cooimel);
  • Sociedade Civil: Daniel Pezzente (Satc); Adenor Pola (Forquilhinha); e Gabriel Gomes (Compedc);
  • Governo: Vilnei Meller (Epagri); e Lucineia Silveira Duz (22º Gerei).
Francine Ferreira









sexta-feira, 23 de março de 2018


Para reforçar o alerta sobre a importância da preservação em todas as esferas da sociedade, o presidente do Comitê Araranguá, Sérgio Marini, palestrou para estudantes nesse 22 de março - Dia Mundial da Água.

Os bate-papos aconteceram nas Escolas de Educação Básica Apolônio Ireno Cardoso, de Balneário Arroio do Silva; e Julieta Torres Gonçalves, em Nova Veneza. "Foram conversas muito produtivas e esclarecedoras, que reforçam cada vez mais nossa missão, de levar o conhecimento e a educação ambiental para o maior número de pessoas", argumenta Marini.
Francine Ferreira

quinta-feira, 22 de março de 2018

Região tem a água em situação mais crítica de Santa Catarina

Plano Estadual de Recursos Hídricos alerta para a baixa qualidade e quantidade do recurso
A conclusão do Plano Estadual de Recursos Hídricos levantou um alerta para o Sul de Santa Catarina, que se evidencia ainda mais neste Dia Mundial da Água. O estudo aponta que o recurso hídrico disponível está em situação péssima, tanto em qualidade quanto em quantidade, tornando a região com situação mais crítica de toda Santa Catarina.
A Fundação CERTI foi a responsável pela elaboração do Plano Estadual e, de acordo com um de seus engenheiros sanitaristas e ambientais, Vitor Santos Guimarães, essa maior criticidade em relação ao uso dos recursos hídricos ocorre em função da grande quantidade de água destinada ao setor da irrigação. “Atualmente, a região do extremo sul catarinense é responsável por mais da metade (54%) de toda demanda de água para a irrigação do estado, sendo somente a Bacia do Rio Araranguá responsável por 41% de toda essa demanda. A rizicultura irrigada, muito presente na região, é responsável pela grande demanda de água nesses municípios”, explica.
Diante dessa realidade e visando compatibilizar a disponibilidade e demanda de água, o Plano Estadual estabeleceu como meta para a região reduzir em 28% a demanda total de água até 2027. “Entre as sugestões propostas para os próximos anos estão ações para otimização do uso da água na irrigação, capacitação de usuários de água, melhorias nos sistemas de saneamento, ampliação da rede de monitoramento e estudos para preservação de água”, exemplifica Guimarães.
A região em questão abrange 29 municípios das Bacias Hidrográficas dos Rios Araranguá, Urussanga e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba: Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Balneário Rincão, Cocal do Sul, Criciúma, Ermo, Forquilhinha, Içara, Jacinto Machado, Jaguaruna, Maracajá, Meleiro, Morro da Fumaça, Morro Grande, Nova Veneza, Passo de Torres, Pedras Grandes, Praia Grande, Sangão, Santa Rosa do Sul, São João do Sul, Siderópolis, Sombrio, Timbé do Sul, Treviso, Treze de Maio, Turvo e Urussanga.

Ações saem do papel com atuação do Comitê Araranguá

Com objetivo de contribuir com a preservação e promover uma gestão eficiente da água disponível, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá tem atuado em ações efetivas, que trarão resultados positivos a médio e longo prazo.
Conforme o presidente, Sérgio Marini, em 2017 o Comitê foi responsável por começar a tirar do papel o projeto piloto de outorga da água, um momento histórico e importante no que diz respeito à mobilização. “Com a agricultura se organizando e solicitando essa outorga, conseguiremos ter conhecimento de quem planta, dos tipos de cultura que são desenvolvidos na região e, consequentemente, da quantidade de água que é gasta para a atividade”, completa.
Tal ponto se torna fundamental para o processo de gestão das águas, porque assim, de acordo com a engenheira ambiental e pesquisadora do Comitê Araranguá, Michele Pereira da Silva, será possível aplicar as ações com conhecimento técnico e mais próximo da realidade. “O Plano identificou a necessidade de reduzir a quantidade de água usada na agricultura e agora, com a outorga, teremos também as informação necessárias para estabelecer a quantidade mínima que poderá ser utilizada para preservar o recurso e, ao mesmo tempo, não prejudicar o desenvolvimento da atividade econômica”, argumenta.
Até porque, como reforça o presidente, a ideia não é prejudicar a economia, e sim desenvolver o setor de uma forma consciente e sustentável, aliando o processo produtivo com a preservação do recursos hídricos. “E além disso, para contribuir, temos mediado conflitos pelo uso da água que trazem grandes ganho ambientais, uma vez que inúmeros agricultores têm investido em áreas de recuperação, com plantio de mudas e fortalecimento da educação ambiental para crianças e jovens”, finaliza Marini.
Francine Ferreira

sexta-feira, 16 de março de 2018

Comitê Araranguá prestigia entrega do Plano de Recursos Hídricos de SC

Em evento nessa semana, presidente Sérgio Marini representou o Fórum Estadual de Comitês de Bacias.
Em evento realizado nessa semana, o presidente do Comitê Araranguá, Sérgio Marini, representando o Fórum Estadual de Comitês de Bacias juntamente com o presidente do Comitê Canoas, João Maria Teles, recebeu o relatório síntese do Plano de Recursos Hídricos do Estado de Santa Catarina.
A solenidade foi realizada na sede da Fundação CERTI, em Florianópolis, e o documento foi entregue pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Chiodini.
Conforme Marini, o Plano Estadual de Recursos Hídricos, alinhado aos planos nacional e da Bacia do Rio Araranguá, possibilitará uma melhor articulação das diversas esferas de poder, bem como a realização e aplicação das metodologias para uma gestão mais efetiva dos recursos naturais.
Além disso, como forma de dar continuidade ao trabalho que vem sendo desempenhado pelos Comitês em Santa Catarina, o Fórum Estadual de Comitês de Bacias entregou um ofício à Chiodini e seu sucessor, Adenilso Biasus.


Francine Ferreira



sexta-feira, 24 de novembro de 2017

AGUAR se encaminha para ser a Entidade Executiva dos Comitês Araranguá e Urussanga

Associação de Proteção da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá ficará responsável pelo apoio do funcionamento dos dois Comitês


Após passar por diversos trâmites burocráticos, a Associação de Proteção da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá (AGUAR) se encaminha para ser definida como a Entidade Executiva que ficará responsável pelo apoio do funcionamento dos Comitês de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas dos Rios Araranguá e Urussanga, inicialmente nos próximos dois anos. A situação foi destacada durante a 48ª Assembleia Ordinária do Comitê Araranguá, realizada nesta quinta-feira, 23.
O processo para aprovação da Entidade Executiva precisa passar por três fases. A AGUAR já foi aprovada nos dois primeiros: as fases de seleção, momento em que a associação se candidatou e foi aprovada conforme orienta a lei; e de habilitação, quando teve sua documentação avaliada e satisfez a todos os requisitos impostos. “Agora, está na última fase, em que precisam ser cadastrados todos os dados no Sistema de Gestão Fiscal do Estado. Depois disso, estando tudo certo, o contrato é assinado e o recurso é repassado pelo Governo de Santa Catarina”, explica o técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Tiago Zanatta.
Conforme o técnico, o setor financeiro está trabalhando no caso e a garantia é que estes recursos sejam repassados no dia 29 de novembro ou, no máximo, até 14 de dezembro de 2017. “Quando os recursos entrarem na conta da AGUAR, conseguiremos retomar com força total as ações que já vem sendo realizadas voluntariamente, inclusive por nossos técnicos, durante todo o ano. Inclusive, para 2018, a expectativa é que os trabalhos de prevenção e recuperação das nossas águas sejam ainda mais fortalecidos e ampliados”, completa o presidente do Comitê Araranguá, Sérgio Marini.
Debate amplo
Entre outros assuntos, entraram em debate durante a assembleia, também, o calendário de encontros e reuniões oficiais do Comitê Araranguá para 2018, as atividades do Fórum Permanente pela Restauração e Revitalização do Rio Mãe Luzia e a criação de um grupo de planejamento para uma futura revisão do regimento interno do Comitê, e outro grupo de trabalho para fortalecer as ações elencadas no Plano de Bacias do Rio Araranguá a partir do ano que vem.
Calendário 2018
Após aprovação, foi definido que as reuniões da Comissão Consultiva serão realizadas em 15 de fevereiro, 26 de abri, 24 de maio, 2 de agosto, 10 de outubro e 6 de dezembro. Já as Assembleias Ordinárias acontecerão nos dias 29 de março, 5 de julho e 22 de novembro.
Francine Ferreira






quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Comitê Araranguá realiza 48º Assembleia Ordinária nesta quinta-feira

Encontro acontece a partir das 14h na sede da Epagri, em Araranguá.

Acontece na tarde desta quinta-feira, 23, a 48ª Assembleia Ordinária do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, a partir das 14h na sede da Epagri, em Araranguá. O presidente Sergio Marini convida todos os representantes das entidades membro para participarem do encontro.
Na pauta das discussões estarão:
  • Aprovação da Ata da XLVII Assembleia Ordinária;
  • Calendário 2018;
  • Apresentação do Fórum Permanente de Restauração e Revitalização do Rio Mãe Luzia;
  • Situação da Entidade Executiva;
  • Criação de um grupo de trabalho de Planejamento
  • Assuntos Gerais

Francine Ferreira

Siderópolis recebe 2º Seminário de Relatos de Experiências de Recuperação Ambiental

Projeto de recuperação do Rio Mãe Luzia entrará na pauta dos debates.

As ações realizadas pelos municípios em 2017 em prol do Rio Mãe Luzia, serão apresentadas nesta quarta-feira, 22, durante o 2º Seminário de Relatos de Experiências de Recuperação Ambiental, que ocorre no Centro Social Urbano de Siderópolis, das 13h30 até 17 horas. As ações foram resultantes da assinatura do Tratado pela Restauração e Revitalização do Rio Mãe Luzia em junho deste ano, quando ocorreu o 1º Giro Ciclistico Rota Rio Mãe Luzia.
Além da participação dos municípios na divulgação de ações efetivas de 2017, o evento terá uma palestra sobre os “Desafios do Direito Ambiental no Século 21” com o procurador público federal Anderson Lodetti de Oliveira.
O Seminário é uma realização do Fórum Permanente de Restauração e Revitalização do Rio Mãe Luzia, juntamente com a Unesc, as Câmaras de Vereadores dos municípios de Treviso, Siderópolis, Nova Veneza, Criciúma, Forquilhinha, Maracajá, Araranguá e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá.